A área de Automações serve para criar regras do tipo:

Quando algo acontecer, Então o sistema executa uma ação.

Este guia foi feito para quem está começando e quer saber o que preencher em cada campo, de forma simples e segura.

Antes de configurar: entenda as 2 IAs

Na automação, existem duas IAs diferentes trabalhando em momentos diferentes:

  • IA de automação (gatilho): lê os campos Quando para decidir quais automações (tags) devem rodar.
  • IA conversacional (resposta): gera a resposta para o usuário no chat.

Isso significa que o texto do campo Quando não vai direto para a IA conversacional.

Se você quer orientar a resposta da conversa, use o botão + no bloco Então e escolha Adicionar instrução.

Acesse em gestao.tolky.to > Automações.


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Esta página faz parte do Pilar 2 - Decisions no capítulo de treinamento.


O que você configura na tela

Na tela de Automações, você vai trabalhar com estes itens:

  • Fluxo: conjunto de automações sobre um mesmo assunto.
  • Automação: regra individual dentro do fluxo.
  • Quando: frase que descreve a situação que dispara a regra.
  • Então: lista de ações (agentes) que o sistema executa.
  • Permitir repetição: define se a automação pode rodar mais de uma vez no mesmo atendimento.
  • Salvar Alterações: grava tudo o que foi editado.

Para que serve cada campo e como preencher

Fluxo

Nome do fluxo

Para que serve: identificar rapidamente o objetivo do fluxo.

Como preencher bem:

  • Use um nome direto, com objetivo + contexto.
  • Evite nomes genéricos como “Teste”, “Fluxo novo”, “Automação 1”.

Exemplos bons:

  • Transferência para humano - Suporte técnico
  • Abertura de ticket - Cobrança
  • Encaminhamento para financeiro

Instruções gerais do fluxo

Para que serve: orientar a IA em todas as automações desse fluxo.

Como preencher bem:

  • Descreva regras globais, não detalhes de um único agente.
  • Escreva em frases curtas e objetivas.
  • Diga o comportamento esperado (tom, prioridade, restrições).

Modelo de escrita sugerido:

Objetivo: [o que esse fluxo resolve]
Prioridade: [alta/media/baixa]
Regra principal: [o que sempre deve acontecer]
Regra de segurança: [o que nunca deve acontecer]

Modelo de IA

Para que serve: definir qual modelo vai interpretar o texto e executar as automações.

Como escolher: comece com o modelo recomendado no seu ambiente e troque apenas se houver necessidade de ajuste de qualidade/custo.


Automação

Nome da automação

Para que serve: mostrar claramente o que aquela regra faz.

Como preencher bem:

  • Use verbo no início.
  • Seja específico.

Exemplos bons:

  • Criar ticket quando cliente pedir humano
  • Encaminhar para financeiro quando houver boleto
  • Bloquear teste automatizado em horários críticos

Campo “Quando”

Para que serve: informar em que situação a automação deve rodar.

Ponto técnico importante (em linguagem simples):

  • O Quando é analisado pela IA de gatilho, separada da IA que responde no chat.
  • Não escreva o Quando como “quando isso, então aquilo”.
  • No Quando, descreva apenas a condição de disparo.
  • A consequência deve ser configurada no bloco Então.

Como escrever do jeito certo:

  • Comece com uma condição clara: APENAS QUANDO: ...
  • Escreva o contexto e o gatilho na mesma frase.
  • Use linguagem simples e sem ambiguidades.
  • Evite juntar muitos cenários na mesma automação.

Exemplos bons:

  • APENAS QUANDO: usuário pedir falar com atendimento humano.
  • APENAS QUANDO: cliente mencionar segunda via de boleto.
  • APENAS QUANDO: conversa indicar reclamação sobre cobrança.

Exemplos ruins:

  • Quando achar necessário.
  • Sempre que der.
  • Se tiver qualquer coisa sobre suporte, financeiro, técnico e urgência.

Permitir repetição

Para que serve: controlar se a regra pode acontecer várias vezes no mesmo atendimento.

Quando deixar ligado:

  • Ação que pode acontecer mais de uma vez sem problema.
  • Fluxos de acompanhamento contínuo.

Quando deixar desligado:

  • Ações que não devem duplicar (ex.: abrir ticket duas vezes).
  • Regras de primeiro acionamento.

Bloco “Então” (ações)

No bloco Então, você adiciona o que deve ser executado após o gatilho.

Adicionar instrução

Para que serve: enviar instruções para a IA conversacional (a IA que vai responder o usuário).

Como escrever bem:

  • Diga o comportamento esperado da resposta (tom, foco e limites).
  • Explique prioridades do que responder primeiro.
  • Defina como agir quando faltar informação.

Modelo simples:

Responda em [tom desejado] e seja objetivo.
Priorize [tema principal] antes de [tema secundario].
Se faltar informação, peça confirmação antes de concluir.

Adicionar agentes

Para que serve: executar tarefas concretas (ex.: criar ticket, enviar dados, registrar operação).

No botão + do bloco Então, a consequência pode ser:

  • Adicionar instrução (para orientar a IA conversacional), ou
  • Adicionar agente (para executar uma ação técnica no sistema).

Como usar bem:

  • Adicione um agente por etapa lógica.
  • Configure os campos obrigatórios antes de salvar.
  • Revise os valores padrão do agente e ajuste o que for necessário.

Exemplos de agentes disponíveis em public.agents (via MCP/Supabase):

  • advisorAgent: operações do módulo Advisor (listar issues, analisar, explicar resultados).
  • setHumanHelp (Solicitar Atendimento Humano): sinaliza que a conversa precisa de humano.
  • activateIdleFollowup: ativa follow-up por inatividade.
  • scheduleFollowup: agenda retorno em data programada.
  • setLeadForWpp: define dados do lead para WhatsApp.

Observação: a lista de agentes pode variar por conta, host, permissões e status do agente.

Como preencher cada tipo de campo do agente

Tipo de campoPara que serveComo preencher
TextoInformações livresEscreva de forma objetiva, sem frases longas
Número inteiroQuantidade, limite, prioridade numéricaDigite apenas números, sem letras
Booleano (switch)Liga/desliga comportamentoAtive somente se a regra exigir
Lista de opções (enum)Escolha única entre opções prontasSelecione a opção mais específica
Lista de tags (array)Múltiplos valores em formato de listaAdicione itens curtos e sem duplicar
Objeto JSONEstrutura avançada de dadosUse JSON válido com chaves e aspas corretas

Exemplo de JSON válido:

{
  "setor": "financeiro",
  "prioridade": "alta",
  "notificar": true
}

Passo a passo recomendado

  1. Crie ou selecione um fluxo.
  2. Defina um nome claro para o fluxo.
  3. Ajuste (se necessário) as instruções gerais.
  4. Escolha o modelo de IA.
  5. Crie uma automação com nome objetivo.
  6. Preencha o Quando com uma condição única e clara.
  7. No Então, adicione instrução e/ou agentes.
  8. Preencha todos os campos obrigatórios dos agentes.
  9. Revise Permitir repetição.
  10. Clique em Salvar Alterações.
  11. Teste o fluxo e, depois, ative em produção.

Erros comuns (e como evitar)

  • Gatilho vago: use frases objetivas com contexto.
  • Automação com muitos objetivos: divida em duas ou mais automações.
  • Campos obrigatórios vazios: revise todos os agentes antes de salvar.
  • JSON inválido: valide chaves, aspas e vírgulas.
  • Texto longo demais: simplifique para manter clareza da IA.

Checklist antes de ativar

  • Fluxo com nome claro.
  • Todas as automações com nome.
  • Todos os campos Quando preenchidos.
  • Campos obrigatórios dos agentes preenchidos.
  • JSON válido nos campos de objeto.
  • Permitir repetição revisado.
  • Fluxo testado antes de ativar.

Limites e observações importantes

  • O ambiente possui recomendação de até 20.000 caracteres no total.
  • Agentes e campos podem variar de acordo com conta, host e permissões.
  • Sempre valide em teste antes de ativar para uso real.

Exemplo rápido de automação bem escrita

Nome da automação: Criar ticket para atendimento humano

Quando: APENAS QUANDO: usuário pedir falar com atendimento humano.

Então:

  1. Agente Criar Ticket
  2. Campo prioridade: alta
  3. Campo setor: suporte
  4. Permitir repetição: desligado