O campo QUANDO é o gatilho da automação. Ele descreve em que situação a regra deve disparar. O que o avatar deve fazer ou dizer fica no ENTÃO (instrução complementar e agentes).

Texto de comando no QUANDO não chega à conversa. Só o modelo que escolhe a automação lê esse campo. Frases como “responda com empatia”, “peça o telefone” ou “abra o ticket” no QUANDO são ignoradas pelo avatar.

Guia da tela: Automações. Pilar de gestão: Decisions. O campo Quando das Smart Tags segue a mesma ideia de critério (sem overlap): Como escrever o Quando da Smart Tag.

O que vai em cada campo

CampoRespondeExemplo
QUANDOEm que situação disparar?“Quando o usuário pedir para falar com vendas ou demonstrar interesse em contratar.”
ENTÃO — instrução complementarO que o avatar deve fazer ou dizer depois do disparo?“Confirme o interesse e pergunte o melhor horário para um consultor ligar.”
ENTÃO — agentesQual ação de sistema executar?Criar ticket, chamar API, buscar na internet

A instrução do ENTÃO precisa ser autocontida: o avatar não vê o texto do QUANDO no momento de responder. Se a restrição só existir no gatilho, a resposta pode sair incompleta ou no contexto errado.

Como escrever um bom QUANDO

  1. Condição, não comando. Descreva o que acontece na conversa ou no contexto. Não dê ordem ao avatar.
  2. Específico e observável. Prefira intenção, fato ou estado que dá para reconhecer (“mencionou erro no login”, “NPS menor ou igual a 6”). Evite gatilhos vagos (“quando fizer sentido”, “em qualquer dúvida”).
  3. Um objetivo por automação. Vários cenários no mesmo QUANDO aumentam disparo cruzado com outras regras.
  4. Alinhado ao ENTÃO. O gatilho e a ação devem falar da mesma situação. Se o QUANDO é cancelamento e o ENTÃO fala de vendas, a regra dispara no momento errado.
  5. Diferencie regras parecidas. Se duas automações cobrem casos próximos, deixe no QUANDO o recorte de cada uma (ex.: “primeiro contato de cancelamento” vs. “usuário já em processo de cancelamento”).
  6. Evite cópias. QUANDOs quase iguais em fluxos diferentes disparam juntos e misturam instruções.

Teste o QUANDO lendo em voz alta: se a frase ainda funciona depois de apagar tudo que parece ordem (“então…”, “responda…”, “peça…”), o gatilho está no lugar certo.

Certo e errado

Evite no QUANDOPrefira
“Quando o usuário quiser falar com vendas. Então chame o número do usuário.”“Quando o usuário disser que deseja falar com o time de vendas ou manifestar interesse em adquirir o produto.”
“Se mencionar problema técnico. Responda de forma empática.”“Quando o usuário mencionar problema técnico, bug ou erro no sistema.”
“Quando houver interesse em produto. Peça mais informações sobre o uso.”“Quando o usuário demonstrar interesse em adquirir um produto ou serviço.”
“Qualquer conversa sobre o assunto.”“Quando o usuário confirmar o pedido de cancelamento do plano.”

O comando (ligar, empatia, pedir dado) vai para a instrução complementar ou para o agente no ENTÃO.

Permitir repetição

No editor, Permitir repetição controla se a mesma automação pode disparar de novo na mesma conversa.

Desligue para ações que não devem se repetir (criar ticket, registrar no CRM, disparar cobrança). Ligado, o gatilho pode voltar a valer em turnos seguintes e duplicar a ação.

Checklist rápido

  • O QUANDO descreve só a situação, sem “responda”, “peça”, “abra”, “então faça”.
  • Dá para observar o gatilho na conversa (fala, dado capturado, evento, estado).
  • Não está amplo demais a ponto de cobrir casos de outras automações.
  • O ENTÃO trata da mesma situação do QUANDO e traz a instrução completa.
  • Regras parecidas deixam claro quando cada uma vale.
  • Ações irreversíveis estão com repetição desligada.

Na API, o QUANDO é o campo description do bloco; o texto injetado na conversa é o content. Detalhe em Salvar Fluxo.